Ômega 3 protege neurônios contra epilepsia, indica estudo
por Ricardo Arida
A pesquisa foi coordenada por cientistas da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). Este é o primeiro estudo realizado no mundo sobre a ação do ômega 3 no tecido cerebral.
O ômega 3, um importante lipídio que promove a saúde cardíaca, pode ajudar também o cérebro. Estudos experimentais e clínicos apontam que os ácidos graxos poliinsaturados (Ômega 3) são importantes para o desenvolvimento e manutenção das funções do sistema nervoso central.
Com relação às epilepsias, tem sido demonstrado que a suplementação dos ácidos graxos poliinsatuados previne e reduz a duração e freqüência de crises epilépticas em ratos e seres humanos, no entanto, os mecanismos para este fenômeno ainda são desconhecidos. Nesse sentido, encontrar alternativas que minimizem as lesões neuronais induzidas por crises epilépticas é importante para elaborar estratégias terapêuticas.
Diante da importância aparente dos ácidos graxos poliinsaturados e da facilidade em se obter um tratamento eficaz, seguro e, sobretudo, com múltiplos benefícios, existe um interesse em se explorar os mecanismos envolvidos com as ações dos ácidos graxos poliinsaturados nas epilepsias. O ômega 3 é encontrado principalmente em peixes (salmão, atum e sardinha), mas também pode ser vendido em cápsulas. No passado, as pessoas tomavam o conhecido “óleo de fígado de bacalhau”, sem saber do efeito de proteção dos neurônios.
Uma pesquisa coordenada por cientistas da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) foi publicada na revista Epilepsy and Behavior* revelou que o ômega 3, forma de gordura presente em algumas espécies de peixe, pode ajudar no combate à epilepsia. Em experimentos com animais, os pesquisadores verificaram que o ômega 3 é capaz de minimizar a morte de neurônios (células nervosas) durante as crises epilépticas e ajudar na regeneração do tecido cerebral. 
A pesquisa coordenada por Fulvio Scorza, Ricardo Arida, Esper Cavalheiro da Unifesp e Roberta Cysneiros da Universidade Mackenzie, mostrou um papel neuroprotetor do ômega 3 em animais com epilepsia. Nesta pesquisa, após dois meses de tratamento com ômega 3, ratos com epilepsia apresentaram uma menor perda de neurônios na região do hipocampo (área central do cérebro que desempenha papel fundamental na memória e aprendizado) em relação aos animais com epilepsia sem tratamento. 
A próxima etapa será repetir o experimento com seres humanos. No entanto, é importante salientar que as pessoas com epilepsia não podem abdicar de seus remédios: o ômega 3 é apenas mais uma forma de minimizar as crises da doença. Este é o primeiro estudo realizado no mundo sobre a ação do ômega 3 no tecido cerebral e pode ser um grande passo para ajudar a minimizar os danos causados pelas crises epilépticas nos neurônios e, com isso, melhorar a qualidade de vida do indivíduo com epilepsia.
*Neuroprotective activity of omega-3 fatty acids against epilepsy-induced hippocampal damage: Quantification with immunohistochemical for calcium-binding proteins. Epilepsy Behav. 2008. Ferrari D, Cysneiros RM, Scorza CA, Arida RM, Cavalheiro EA, de Almeida AC, Scorza FA.


por Ricardo Arida


A pesquisa foi coordenada por cientistas da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). Este é o primeiro estudo realizado no mundo sobre a ação do ômega 3 no tecido cerebral.

O ômega 3, um importante lipídio que promove a saúde cardíaca, pode ajudar também o cérebro. Estudos experimentais e clínicos apontam que os ácidos graxos poliinsaturados (Ômega 3) são importantes para o desenvolvimento e manutenção das funções do sistema nervoso central.

Com relação às epilepsias, tem sido demonstrado que a suplementação dos ácidos graxos poliinsatuados previne e reduz a duração e freqüência de crises epilépticas em ratos e seres humanos, no entanto, os mecanismos para este fenômeno ainda são desconhecidos. Nesse sentido, encontrar alternativas que minimizem as lesões neuronais induzidas por crises epilépticas é importante para elaborar estratégias terapêuticas.

Diante da importância aparente dos ácidos graxos poliinsaturados e da facilidade em se obter um tratamento eficaz, seguro e, sobretudo, com múltiplos benefícios, existe um interesse em se explorar os mecanismos envolvidos com as ações dos ácidos graxos poliinsaturados nas epilepsias. O ômega 3 é encontrado principalmente em peixes (salmão, atum e sardinha), mas também pode ser vendido em cápsulas. No passado, as pessoas tomavam o conhecido “óleo de fígado de bacalhau”, sem saber do efeito de proteção dos neurônios.

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Uma pesquisa coordenada por cientistas da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) foi publicada na revista Epilepsy and Behavior* revelou que o ômega 3, forma de gordura presente em algumas espécies de peixe, pode ajudar no combate à epilepsia. Em experimentos com animais, os pesquisadores verificaram que o ômega 3 é capaz de minimizar a morte de neurônios (células nervosas) durante as crises epilépticas e ajudar na regeneração do tecido cerebral. 

 

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A pesquisa coordenada por Fulvio Scorza, Ricardo Arida, Esper Cavalheiro da Unifesp e Roberta Cysneiros da Universidade Mackenzie, mostrou um papel neuroprotetor do ômega 3 em animais com epilepsia. Nesta pesquisa, após dois meses de tratamento com ômega 3, ratos com epilepsia apresentaram uma menor perda de neurônios na região do hipocampo (área central do cérebro que desempenha papel fundamental na memória e aprendizado) em relação aos animais com epilepsia sem tratamento. 

A próxima etapa será repetir o experimento com seres humanos. No entanto, é importante salientar que as pessoas com epilepsia não podem abdicar de seus remédios: o ômega 3 é apenas mais uma forma de minimizar as crises da doença. Este é o primeiro estudo realizado no mundo sobre a ação do ômega 3 no tecido cerebral e pode ser um grande passo para ajudar a minimizar os danos causados pelas crises epilépticas nos neurônios e, com isso, melhorar a qualidade de vida do indivíduo com epilepsia.

*Neuroprotective activity of omega-3 fatty acids against epilepsy-induced hippocampal damage: Quantification with immunohistochemical for calcium-binding proteins. Epilepsy Behav. 2008. Ferrari D, Cysneiros RM, Scorza CA, Arida RM, Cavalheiro EA, de Almeida AC, Scorza FA.